Fazenda Cachoeira Grande Fazenda Cachoeira Grande
De todas as famílias que povoaram o Vale do Paraíba durante o efêmero Ciclo do Café, nenhuma teve tanta projeção social quanto os Teixeira... Fazenda Cachoeira Grande

De todas as famílias que povoaram o Vale do Paraíba durante o efêmero Ciclo do Café, nenhuma teve tanta projeção social quanto os Teixeira Leite. Entre estes, destaca-se a figura ímpar de Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, cuja ação projetou-se em várias regiões cafeeiras do Vale. Além de ter proporcionado obras estruturais e assistenciais como abertura de estradas, construção de pontes, igrejas e hospitais, a este é atribuída a propagação do café no Vale do Paraíba.

Oriundo de São João Del Rey, filho de abastados senhores de minas de ouro, o Barão de Aiuruoca imigrou para o Vale do Paraíba em princípios do século XIX, trazendo consigo inúmeros parentes. Entre estes, o sobrinho Francisco José Teixeira Leite, futuro Barão de Vassouras, filho de sua irmã Dona Bernardina, casada

com Francisco José Teixeira, os Barões de Itambé. O Barão de Itambé era um abastado fazendeiro de cana, mantimentos e criador de gado em Conceição da Barra, nas proximidades de São João Del Rey e dedicava-se, também, à atividade usurária, emprestando dinheiro aos fazendeiros.

Francisco José Teixeira Leite, com apenas 16 anos de idade, havia sido contratado para a construção da Estrada da Polícia em 1820, no caminho em que a cidade de Vassouras foi fundada. Em 1830, casou-se com a prima, Dona Maria Esméria Teixeira Leite, recebendo como dote parte das terras que viriam a integrar a Fazenda da Cachoeira. Nessa época, deu início às atividades de abertura da fazenda, plantando as primeiras mudas da rubiácea em substituição às extensas florestas que outrora revestiam seus morros.

Com as madeiras extraídas desta derrubada, construiu a casa de morada, senzalas, engenhos, entre outros… Logo, porém, passou a dedicar-se também aos “seus negócios de capitalista” e, após a morte da mulher em 1850, estabeleceu-se definitivamente em Vassouras e dedicou-se à atividade usurária junto com outros parentes. Quando da morte de sua esposa, seus bens somavam 1:126:260$247. A fazenda tinha 225 alqueires; 250.000pés de café; 147 escravos adultos e 15 crianças. A fazenda representou apenas pequena parte do inventário, cerca de 16%: 184:479$200, pois a maior parte de seus bens eram as dívidas ativas.

Fazenda Aberta a visitação!

Fonte: Instituto Cidade Viva

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