Fazenda Mulungu Vermelho Fazenda Mulungu Vermelho
A origem desta fazenda remonta ao princípio do século XIX, quando suas terras foram doadas, através do sistema de sesmaria, ao capitão Antônio Luiz... Fazenda Mulungu Vermelho

A origem desta fazenda remonta ao princípio do século XIX, quando suas terras foram doadas, através do sistema de sesmaria, ao capitão Antônio Luiz do Santos e sua mulher, D. Luiza Maria Angélica, terceira filha do lendário Capitão Ignácio de Souza Werneck, patriarca dos Werneck, no período cafeeiro do Vale do Paraíba. Esta união deu origem ao ramo Santos Werneck, que estendeu seus domínios para a região de Massambará, município de Vassouras e para o distrito de Bemposta, município de Três Rios.

D. Luiza faleceu em 1813 e o Capitão Antônio Luiz dos Santos em 1825, aos 53 anos de idade, de uma “inflamação do peito”. Esta é a data provável em que um de seus sete filhos, Francisco Luiz, recebeu de herança as terras que deram origem à Fazenda São Francisco, hoje denominada Mulungu Vermelho (RAMOS, 1941). Um fato curioso sobre esta família é que, de todas as fazendas fundadas pelos filhos do capitão Antônio Luiz, pelo menos as de Massambará tiveram nomes de santos homônimos aos seus fundadores, como por exemplo,

a Fazenda São Fernando, fundada por Fernando Luiz dos Santos Werneck, a de Santo Antônio, por Antônio Luiz dos Santos Werneck – este migrou para Bemposta fundando lá diversas fazendas –, São Luiz, por Luiz Barbosa dos Santos Werneck e São Francisco, por Francisco Luiz dos Santos Werneck (BRAGA, 1975).

Pelo que consta, o solar de São Francisco foi construído por volta de 1831, na primeira fase do café no Vale do Paraíba e, com pouco tempo de lavoura, a fazenda da qual era sede tornou-se uma das mais prósperas de Vassouras. Tudo isso facilitado pela abertura, em 1816, da importante e pioneira estrada do Comércio, que cortou as fazendas dos irmãos Santos Werneck de ponta a ponta, trazendo-lhes grandes vantagens no transporte do café para os portos da baixada e dai aos do Rio de Janeiro e, finalmente, para a Europa. Por esta

mesma estrada virão os primeiros requintes da Corte do Rio de Janeiro, transformando as sedes das fazendas cafeeiras em verdadeiros palacetes rurais, que nada deviam às residências mais luxuosas da Capital do recém-criado Império do Brasil (LENHARO,1993).

Fazenda Aberta a visitação!

Fonte: Instituto Cidade Viva

admin